É possível superar o trauma de estupro?

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É possível superar o trauma de estupro?

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS) uma de cada cinco mulheres com menos de 18 anos já foi vítima de abuso sexual ou estupro.

O caminho da superação para as vítimas de estupro é doloroso, pois esse tipo de violência é considerado tortura, uma das mais graves formas de abuso. O estupro desumaniza as pessoas, choca a comunidade e deixa cicatrizes emocionais que podem durar pelo resto da vida, se não houver uma iniciativa eficaz. O Manual de Prevenção do Abuso Sexual, publicado pelo Save the Children (Salvem as Crianças), menciona várias consequências desse tipo de violência, entre as quais estão as seguintes:

  • Físicas: pesadelos e problemas com o sono, mudanças de hábitos alimentares, perda do controle de esfíncteres.
  • Comportamentais: consumo de drogas e álcool, fugas, conduta suicida ou de autoflagelo, hiperatividade, diminuição de rendimento escolar.
  • Emocionais: medo generalizado, agressividade, culpa e vergonha, isolamento, ansiedade, depressão, baixa autoestima, rejeição ao próprio corpo.
  • Sexuais: conhecimento sexual precoce e impróprio para a idade, masturbação compulsiva, exibicionismo, problemas de identidade sexual.
  • Sociais: déficit em habilidades sociais, retração social, comportamentos antissociais.

Mulheres vítimas de estupro precisam de psicoterapia, além de apoio da família. O tratamento depende do impacto da experiência. Cada pessoa absorve o trauma de uma forma diferente, de acordo com a experiência de vida, valores e crenças. O primeiro passo do tratamento terapêutico e conscientiza o paciente de que ele não tem culpa do ocorrido, utilizando técnicas para aumentar a sua auto-estima. Em alguns casos, dependendo da gravidade do trauma, e preciso que um médico receite medicamentos que variam de pessoa para pessoa.

Dicas para superar o trauma:

▪ Não se culpe pelo que aconteceu.

▪ Não tente aliviar a dor do abuso sofrido através de meios como: álcool, drogas, comer compulsivamente, automutilação.

▪ Desenvolva atividades criativas: música, pintura, escultura; e não esqueça seu lado espiritual, seu verdadeiro ser.

▪ Cuide de si mesmo com carinho, olhe no espelho com a cabeça erguida, pois você é forte e pode vencer; não merece sofrer por causa do erro de outro ser humano.

▪ Se você for mulher, arrume-se, vista sua melhor roupa, use perfumes; não se esqueça de que você merece ser feliz e não deve se esconder dentro de uma casca feia.

▪ Tire proveito das coisas boas da vida, mesmo que seja pelo ensinamento do que passou.

▪ Denuncie, pois isso ajudará você a sentir que fez o que devia fazer. Isso alivia a culpa de pensar que deixou seu agressor livre para abusar de outras pessoas ou voltar a atacar você.

▪ Procure ajuda de amigos, familiares, professores, instituições, comunidades, blogs. Muitas vezes, uma conversa pode mudar completamente sua vida.

▪ Evite situações, pessoas e objetos que lembrem o que aconteceu. Lembranças são inevitáveis, mas o que as torna construtivas ou destrutivas é sua atitude diante de fatos passados.

▪ Prepare-se para ajudar outras pessoas, seja voluntário(a) em asilos, casas de crianças, orfanatos e outras instituições que precisam de trabalho voluntário.

Fonte: http://ongsuperandoabusos.blogspot.com.br

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